quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Modelo OSI

A Organização Internacional para a Normalização (do inglês: International Organization for Standardization - ISO), foi uma das primeiras organizações a definir formalmente uma arquitetura padrão com objetivo de facilitar o processo de interconectividade entre máquinas de diferentes fabricantes, assim em 1984 lançou o padrão chamado Interconexão de Sistemas Abertos (do inglês: Open Systems Interconnection - OSI) ou Modelo OSI.
O Modelo OSI permite comunicação entre máquinas heterogêneas e define diretivas genéricas para a construção de redes de computadores (seja de curta, média ou longa distância) independente da tecnologia utilizada.1
Esta arquitetura é um modelo que divide as redes de computadores em 7 camadas, de forma a se obter camadas de abstração. Cada protocolo implementa uma funcionalidade assinalada a uma determinada camada.
A ISO costuma trabalhar em conjunto com outra organização, a União Internacional de Telecomunicações (do inglês: International Telecommunications Union - ITU), publicando uma série de especificações de protocolos baseados na arquitetura OSI. Estas séries são conhecidas como 'X ponto', por causa do nome dos protocolos: X.25, X.500, etc.

História
Trabalhar em um modelo de arquitetura em camadas de rede foi iniciado e a Organização Internacional para a Normalização (ISO) começou a desenvolver a sua estrutura de arquitetura OSI. OSI tinha quatro componentes principais: um modelo abstrato de rede, o chamado Modelo de Referência Básico ou sete camadas do modelo, e um conjunto de protocolos específicos e outros dois de menor relevância.
O conceito de um modelo de sete camadas foi fornecida pelo trabalho de Charles Bachman, Serviços de Informação da Honeywell. Vários aspectos do projeto OSI evoluíram a partir de experiências com a ARPANET, a Internet incipiente, NPLNET, EIN, CYCLADES rede e o trabalho em IFIP WG6.1. O novo projeto foi documentado em ISO 7498 e seus adendos diferentes. Neste modelo, um sistema de rede foi dividido em camadas. Dentro de cada camada, uma ou mais entidades se encarrega de implementar sua funcionalidade. Cada entidade interagiram diretamente apenas com a camada imediatamente abaixo dela, e dispõem de instalações para utilização pela camada de cima.
Protocolos ativam um sinal elétrico de um host para interagir com uma entidade correspondente na mesma camada em outro host. Definições de serviços abstratamente descrito a funcionalidade fornecida a um (N), camada por uma camada de (N-1), em que N era um dos sete camadas de protocolos de funcionamento no hospedeiro local.
Os documentos padrões OSI estão disponíveis no ITU-T como o X.200 série de recomendações. Algumas das especificações do protocolo foram também está disponível como parte da série X ITU-T. O equivalente a ISO e ISO / IEC para o modelo OSI estavam disponíveis a partir de ISSO, mas apenas alguns deles sem taxas.

Implementação do sistema aberto
Etapas obrigatórias para atingir interoperabilidade, compatibilidade, portabilidade e escalabilidade exigidos no sistema aberto (OSI):
·        definição do modelo: define o que cada camada deve fazer, isto é, define os serviços que cada camada deve oferecer;
·      definição dos protocolos de camada: define os componentes que fazem parte do modelo (padrões de interoperabilidade e portabilidade), não só os relacionados à comunicação, mas também alguns não relacionados como a estrutura de armazenamento de dados;
·     seleção dos perfis funcionais: realizada pelos órgãos de padronização de cada país que escolhem os padrões que lhes cabem, baseados em condições tecnológicas, base instalada, visão futura, etc.
Descrição das camadas
Este modelo é dividido em camadas hierárquicas, ou seja, cada camada usa as funções da própria ou da camada anterior, para esconder a complexidade e transparecer as operações ao usuário, seja ele um programa ou uma outra camada.
As camadas são empilhadas na seguinte ordem:
Modelo OSI
Camada
Protocolo
7.Aplicação
HTTP, SMTP, FTP, SSH, Telnet, SIP, RDP, IRC, SNMP, NNTP, POP3, IMAP, BitTorrent, DNS, Ping ...
6.Apresentação
XDR, TLS ...
5.Sessão
NetBIOS ...
4.Transporte
NetBEUI, TCP, UDP,RTP, SCTP, DCCP, RIP...
3.Rede
IP (IPv4, IPv6), IPsec, ICMP, ARP, RARP, NAT...
2.Enlace
·         Subcamada LLC
·         Subcamada MAC
Ethernet, 802.11 WiFi, IEEE 802.1Q, 802.11g, HDLC, Token ring, FDDI, PPP, Switch, Frame relay, ATM ...
1.Física
Modem, RDIS, RS-232,EIA-422, RS-449,Bluetooth, USB,10BASE-T, 100BASE-TX, ISDN, SONET, DSL...

De acordo com a recomendação X.200, existem sete camadas, com o 1 a 7, com uma camada na parte inferior. Cada camada é genericamente conhecida como uma camada de N. Um "N +1 entidade" (a camada N +1) solicitar serviços de uma "entidade N" (na camada N).
Em cada nível, duas entidades (N-entidade pares) interagem por meio do protocolo de N através da transmissão de unidades de dados de protocolo (PDU).
A Unidade de Dados de Serviço (SDU) é uma unidade específica de dados que foram passados ​​de uma camada OSI para uma camada inferior, e que a camada inferior ainda não encapsulou em uma unidade de dados de protocolo (PDU). Uma SDU é um conjunto de dados que são enviados por um usuário dos serviços de uma determinada camada, e é transmitida semanticamente inalterada a um usuário do serviço peer.
A PDU é uma camada de N e o SDU camada de N-1. Com efeito, a SDU é a "carga útil" de uma dada PDU. Isto é, o processo de alteração de um SDU a uma PDU, é constituído por um processo de encapsulamento, realizada pela camada inferior. Todos os dados contidos no SDU fica encapsulado dentro do PDU. A camada de N-1 adiciona cabeçalhos ou rodapés, ou ambos, para a SDU, transformando-a numa PDU de camada N-1. Os cabeçalhos ou rodapés adicionados fazem parte do processo utilizado para tornar possível a obtenção de dados de uma fonte para um destino.
Alguns aspectos ortogonais, tais como gestão e segurança, envolvem todas as camadas.
Serviços de segurança não estão relacionadas com uma camada específica: eles podem ser relacionadas por uma série de camadas, tal como definido pela ITU-T recomendação X.800. Estes serviços visam melhorar a tríade CIA ( confidencialidade , integridade e disponibilidade ) dos dados transmitidos. Na verdade, a disponibilidade de serviço de comunicação é determinada pelo projeto de rede e / ou de gestão de rede protocolos. Escolhas adequadas para estes são necessários para proteger contra negação de serviço.

1 - Camada Física

A camada física define especificações elétricas e físicas dos dispositivos. Em especial, que define a relação entre um dispositivo e um meio de transmissão, tal como um cabo de cobre ou um cabo de fibra óptica. Isso inclui o layout de pinos, tensões, impedância da linha, especificações do cabo, temporização, hubs, repetidores, adaptadores de rede, adaptadores de barramento de host (HBA usado em redes de área de armazenamento) e muito mais.

2 - Ligação de dados

A camada de ligação de dados também é conhecida como de enlace ou link de dados. Esta camada detecta e, opcionalmente, corrige erros que possam acontecer no nível físico. É responsável por controlar o fluxo (recepção, delimitação e transmissão de quadros) e também estabelece um protocolo de comunicação entre sistemas diretamente conectados.

3 - Camada de Rede

A camada de rede fornece os meios funcionais e de procedimento de transferência de comprimento variável de dados de sequências de uma fonte de acolhimento de uma rede para um host de destino numa rede diferente (em contraste com a camada de ligação de dados que liga os hosts dentro da mesma rede), enquanto se mantém a qualidade de serviço requerido pela camada de transporte. A camada de rede realiza roteamento funções, e também pode realizar a fragmentação e remontagem, e os erros de entrega de relatório. Roteadores operam nesta camada, o envio de dados em toda a rede estendida e tornando a Internet possível. Este é um esquema de endereçamento lógico - os valores são escolhidos pelo engenheiro de rede. O esquema de endereçamento não é hierárquico.
A camada de rede pode ser dividida em três sub-camadas:
Sub-rede de acesso - que considera protocolos que lidam com a interface para redes, tais como X.25;
Sub-rede dependente de convergência - em que é necessário para elevar o nível de uma rede de trânsito, até ao nível de redes em cada lado;
Sub-rede independente de convergência - lida com a transferência através de múltiplas redes: controla a operação da sub rede roteamento de pacotes, controle de congestionamento, tarifação e permite que redes heterogêneas sejam interconectadas.

4 - Camada de Transporte

A camada de transporte é responsável por receber os dados enviados pela camada de Sessão e segmentá-los para que sejam enviados a camada de Rede, que por sua vez, transforma esses segmentos em pacotes. No receptor, a camada de Transporte realiza o processo inverso, ou seja, recebe os pacotes da camada de Rede e junta os segmentos para enviar à camada de Sessão.
Isso inclui controle de fluxo, ordenação dos pacotes e a correção de erros, tipicamente enviando para o transmissor uma informação de recebimento, garantindo que as mensagens sejam entregues sem erros na sequência, sem perdas e duplicações.
A camada de Transporte separa as camadas de nível de aplicação (camadas 5 a 7) das camadas de nível físico (camadas de 1 a 3). A camada 4, Transporte, faz a ligação entre esses dois grupos e determina a classe de serviço necessária como orientada a conexão e com controle de erro e serviço de confirmação ou, sem conexões e nem confiabilidade.
O objetivo final da camada de transporte é proporcionar serviço eficiente, confiável e de baixo custo. O hardware e/ou software dentro da camada de transporte e que faz o serviço é denominado entidade de transporte.
A entidade de transporte comunica-se com seus usuários através de primitivas de serviço trocadas em um ou mais TSAP(Transport Service Access Point), que são definidas de acordo com o tipo de serviço prestado: orientado ou não à conexão. Estas primitivas são transportadas pelas TPDU (Transport Protocol Data Unit).
Na realidade, uma entidade de transporte poderia estar simultaneamente associada a vários TSA e NSAP (Network Service Access Point). No caso de multiplexação, associada a vários TSAP e a um NSAP e no caso de splitting, associada a um TSAP e a vários NSAP.

A ISO define o protocolo de transporte para operar em dois modos:

Orientado a conexão.
Não-Orientado a conexão.
Como exemplo de protocolo orientado à conexão, temos o TCP, e de protocolo não orientado à conexão, temos o UDP. É óbvio que o protocolo de transporte não orientado à conexão é menos confiável. Ele não garante - entre outras coisas mais -, a entrega das TPDU, nem tão pouco a ordenação das mesmas. Entretanto, onde o serviço da camada de rede e das outras camadas inferiores é bastante confiável - como em redes locais -, o protocolo de transporte não orientado à conexão pode ser utilizado, sem o overhead inerente a uma operação orientada à conexão.
O serviço de transporte baseado em conexões é semelhante ao serviço de rede baseado em conexões. O endereçamento e controle de fluxo também são semelhantes em ambas as camadas. Para completar, o serviço de transporte sem conexões também é muito semelhante ao serviço de rede sem conexões. Constatado os fatos acima, surge a seguinte questão: "Por que termos duas camadas e não uma apenas?". A resposta é sutil, mas procede: A camada de rede é parte da sub-rede de comunicações e é executada pela concessionária que fornece o serviço (pelo menos para as WAN). Quando a camada de rede não fornece um serviço confiável, a camada de transporte assume as responsabilidades, melhorando a qualidade do serviço.

5 - Camada de Sessão

A camada de Sessão permite que duas aplicações em computadores diferentes estabeleçam uma sessão de comunicação. Definindo como será feita a transmissão de dados, pondo marcações nos dados que serão transmitidos. Se porventura a rede falhar, os computadores reiniciam a transmissão dos dados a partir da última marcação recebida pelo computador receptor.

6 - Camada de Apresentação

A camada de Apresentação, também chamada camada de Tradução, converte o formato do dado recebido pela camada de Aplicação em um formato comum a ser usado na transmissão desse dado, ou seja, um formato entendido pelo protocolo usado. Um exemplo comum é a conversão do padrão de caracteres (código de página) quando o dispositivo transmissor usa um padrão diferente do ASCII. Pode ter outros usos, como compressão de dados e criptografia.
Os dados recebidos da camada sete estão descomprimidos, e a camada 6 do dispositivo receptor fica responsável por comprimir esses dados. A transmissão dos dados torna-se mais rápida, já que haverá menos dados a serem transmitidos: os dados recebidos da camada 7 foram "encolhidos" e enviados à camada 5.
Para aumentar a segurança, pode-se usar algum esquema de criptografia neste nível, sendo que os dados só serão decodificados na camada 6 do dispositivo receptor.
Ela trabalha transformando os dados em um formato no qual a camada de aplicação possa aceitar, minimizando todo tipo de interferência.

7 - Camada de Aplicação

A camada de aplicação corresponde às aplicações (programas) no topo da camada OSI que serão utilizados para promover uma interação entre a máquina-usuário (máquina destinatária e o usuário da aplicação). Esta camada também disponibiliza os recursos (protocolo) para que tal comunicação aconteça, por exemplo, ao solicitar a recepção de e-mail através do aplicativo de e-mail, este entrará em contato com a camada de Aplicação do protocolo de rede efetuando tal solicitação (POP3, IMAP).
Tudo nesta camada é relacionado ao software. Alguns protocolos utilizados nesta camada são: HTTP, SMTP, FTP, SSH, Telnet, SIP, RDP, IRC, SNMP, NNTP, POP3, IMAP, BitTorrent, DNS, Ping, etc.

Resumo

CAMADA
FUNÇÃO
7 - Aplicação
Funções especialistas (transferência de arquivos, envio de e-mail, terminal virtual)
6 - Apresentação
Formatação dos dados, conversão de códigos e caracteres
5 - Sessão
Negociação e conexão com outros nós
4 - Transporte
Oferece métodos para a entrega de dados ponto-a-ponto
3 - Rede
Roteamento de pacotes em uma ou várias redes
2 - Data Link
Detecção e correção de erros do meio de transmissão
1 - Físico
Transmissão e recepção dos bits brutos através do meio de transmissão

Arquitetura Internet
O padrão aberto técnico da Internet, o Protocolo de Controle de Transmissão (do inglês: Transmission Control Protocol - TCP), surgiu de uma necessidade específica do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que necessitava de uma rede que pudesse sobreviver a qualquer condição, até mesmo uma guerra nuclear. O Modelo de Referência e a Pilha de Protocolos TCP/IP tornam possível a comunicação de dados entre dois computadores em qualquer parte do mundo.
Devido ao surgimento massivo de redes de computadores, a International Organization for Standardization (ISO) realizou uma pesquisa sobre esses vários esquemas de rede e percebeu-se, a necessidade de se criar um modelo de rede para ajudar os desenvolvedores a implementar redes que poderiam comunicar-se e trabalhar juntas (modelo de referência OSI).
Diferentemente do modelo OSI, que possui sete camadas, o modelo TCP/IP possui quatro camadas, são elas:
·         Camada 4: A camada de Aplicação
·         Camada 3: A camada de Transporte
·         Camada 2: A camada de Rede(Internet)

·         Camada 1: A camada de Física

OPEN SOURCE

O termo código aberto, ou open source em inglês, foi criado pela OSI (Open Source Initiative) e refere-se a software também conhecido por software livre. Genericamente trata-se de software que respeita as quatro liberdades definidas pela Free Software Foundation, compartilhadas também pelo projeto Debian, nomeadamente em "Debian Free Software Guidelines (DFSG)". Qualquer licença de software livre é também uma licença de código aberto (Open Source), a diferença entre as duas nomenclaturas reside essencialmente na sua apresentação. Enquanto a FSF usa o termo "Software Livre" envolta de um discurso baseado em questões éticas, direitos e liberdade, a OSI usa o termo "Código Aberto" sob um ponto de vista puramente técnico, evitando (propositadamente) questões éticas. Esta nomenclatura e discurso foram cunhados por Eric Raymond e outros fundadores da OSI com o objetivo de apresentar o software livre a empresas de uma forma mais comercial evitando o discurso ético.
A história do movimento Open Source confunde-se com as origens do UNIX, da Internet e da cultura "hacker".
O rótulo "Open Source" surgiu em uma reunião em fevereiro de 1998. Tal debate juntou personalidades que se tornaram verdadeiras referências no que diz respeito ao Open Source, como Todd Anderson, Chris Peterson (Foresight Institute), Jon "Maddog" Hall e Larry Augustin (Linux International), Sam Ockman (Silicon Valley Linux User's Group) e Eric Raymond.2
Como a diferença entre os movimentos "Software Livre" e "Código Aberto" está apenas na argumentação em prol dos mesmos softwares, é comum que esses grupos se unam em diversas situações ou que sejam citados de uma forma agregadora através da sigla "FLOSS" (Free/Libre and Open Source Software).
Os defensores do movimento Open Source sustentam que não se trata de algo anticapitalista ou anarquista, mas de uma alternativa ao modelo de negócio para a indústria de software. O modelo colaborativo de produção intelectual oferece um novo paradigma para o direito de autor. Algumas grandes empresas como IBM, HP, Intel e Dell também têm investido no software de código aberto, juntando esforços para a criação do Open Source Development Lab (OSDL), instituição destinada à criação de tecnologias de código aberto.

DEFINIÇÃO DE OPEN SOURCE
A definição do Open Source foi criada pela Open Source Iniciative (OSI) a partir do texto original da Debian Free Software Guidelines (DFSG) e determina que um programa de código aberto deve garantir:
Distribuição livre
A licença não deve restringir de nenhuma maneira a venda ou distribuição do programa gratuitamente, como componente de outro programa ou não.
Código fonte
O programa deve incluir seu código fonte e deve permitir a sua distribuição também na forma compilada. Se o programa não for distribuído com seu código fonte, deve haver algum meio de se obter o mesmo seja via rede ou com custo apenas de reprodução. O código deve ser legível e inteligível por qualquer programador.
Trabalhos Derivados
A licença deve permitir modificações e trabalhos derivados, e deve permitir que eles sejam distribuídos sobre os mesmos termos da licença original.
Integridade do autor do código fonte
A licença pode restringir o código fonte de ser distribuído em uma forma modificada apenas se a licença permitir a distribuição de arquivos patch (de atualização) com o código fonte para o propósito de modificar o programa no momento de sua construção. A licença deve explicitamente permitir a distribuição do programa construído a partir do código fonte modificado. Contudo, a licença pode ainda requerer que programas derivados tenham um nome ou número de versão diferentes do programa original.
Não discriminação contra pessoas ou grupos
A licença não pode ser discriminatória contra qualquer pessoa ou grupo de pessoas.
Não discriminação contra áreas de atuação
A licença não deve restringir qualquer pessoa de usar o programa em um ramo específico de atuação. Por exemplo, ela não deve proibir que o programa seja usado em um empresa, ou de ser usado para pesquisa genética.
Distribuição da Licença
Os direitos associados ao programa devem ser aplicáveis para todos aqueles cujo o programa é redistribuído, sem a necessidade da execução de uma licença adicional para estas partes.
Licença não específica a um produto
Os direitos associados ao programa não devem depender que o programa seja parte de uma distribuição específica de programas. Se o programa é extraído desta distribuição e usado ou distribuído dentro dos termos da licença do programa, todas as partes para quem o programa é redistribuído devem ter os mesmos direitos que aqueles que são garantidos em conjunção com a distribuição de programas original.
Licença não restrinja outros programas
A licença não pode colocar restrições em outros programas que são distribuídos juntos com o programa licenciado. Isto é, a licença não pode especificar que todos os programas distribuídos na mesma mídia de armazenamento sejam programas de código aberto.
Licença neutra em relação a tecnologia


Nenhuma cláusula da licença pode estabelecer uma tecnologia individual, estilo ou interface a ser aplicada no programa.

ZigBee

O termo ZigBee designa um conjunto de especificações para a comunicação sem-fio entre dispositivos eletrônicos, com ênfase na baixa potência de operação, na baixa taxa de transmissão de dados e no baixo custo de implantação. Tal conjunto de especificações define camadas do modelo OSI subsequentes àquelas estabelecidas pelo padrão IEEE 802.15.4.
Foi pensada para poder ligar pequenas unidades de recolha de dados e de tele ação recorrendo a sinais de radiofrequência não licenciados.
A tecnologia utilizada é comparável às redes Wi-Fi e Bluetooth e diferencia-se destas por desenvolver menor consumo, por um alcance reduzido (cerca de 100 metros) e as comunicações entre duas unidades poder ser repetida sucessivamente pelas unidades existentes na rede até atingir o destino final. Funcionando todos os pontos da rede como retransmissores de informação, uma malha (Mesh) de unidades ZigBee pode realizar-se numa extensão doméstica ou industrial sem necessidade de utilizar ligações eléctricas entre elas.
Hoje já se encontram módulos com taxas de 250kbps que alcançam até 70 metros em visada aberta. Funciona em modo de rede transparente, onde todos os pontos podem receber dados e no modo criptografado, onde podem ser configurados o nome de usuário, endereço na rede e os endereços que receberão dados e mensagens numa determinada seção. Já existem, inclusive, módulos para comunicação com micro controladores, com o PC (via USART e interface max-232) e câmeras ZigBee!

Visão Geral Técnica
ZigBee é um padrão de rede sem fio para arquitetura em malha de baixo custo, baixa potência. O baixo custo permite que a tecnologia a ser amplamente utilizados no controle sem fio e aplicações de monitoramento. Baixa utilização de energia permite uma vida mais longa, com baterias menores. Redes em malha oferecem alta confiabilidade e alcance mais amplo. Fornecedores de chips ZigBee tipicamente vendem rádios integrados e micro controladores com memória flash entre 60 KB e 256 KB. ZigBee opera nas faixas de rádio industriais, científicas e médicas (ISM), 868 MHz na Europa, 915 MHz nos EUA e Austrália, e de 2,4 GHz na maioria das jurisdições em todo o mundo. As taxas de transmissão de dados variam de 20 a 900 kilobits por segundo. A camada de rede ZigBee suporta nativamente a topologia estrela e árvore em arquiteturas de malha genérica. Cada rede deve ter um dispositivo coordenador, encarregado de sua criação, o controle de seus parâmetros e manutenção básica. Dentro de redes em estrela, o coordenador deve ser o nó central. Em ambas as topologias se permite o uso de roteadores ZigBee para estender a comunicação ao nível da rede. ZigBee baseia-se na camada física e controle de acesso médio definido no padrão IEEE 802.15.4 (versão 2003) para a baixa taxa WPANs. A especificação passa a completar o padrão, adicionando quatro componentes principais: camada de rede, camada de aplicação, objetos de dispositivo ZigBee (ZDOs) e fabricante definidos objetos de aplicação que permitem a personalização e integração total. Além de adicionar duas camadas de alto nível de rede para a estrutura básica, a melhoria mais significativa é a introdução de ZDOs. Estas são responsáveis ​​por uma série de tarefas, que incluem manutenção de papéis de dispositivos, gestão de pedidos para se juntar a uma rede, a descoberta de dispositivos e segurança. ZigBee não se destina a apoiar a rede powerline, mas para interagir com ela, pelo menos, para os contadores inteligentes e fins de aparelhos inteligentes. Nós ZigBee pode ir de sono para o modo ativo em 30 ms ou menos, a latência é baixa e dispositivos podem ser ágeis, particularmente em comparação com os atrasos do Bluetooth wake-up, que é tipicamente em torno de três segundos. Como os nós ZigBee pode dormir a maior parte do tempo, o consumo de potência média pode ser reduzida, resultando em longa duração da bateria.
Usos
Protocolos ZigBee são destinados a aplicações embarcadas que exigem baixas taxas de dados e baixo consumo de energia. A rede resultante usará pequenas quantidades de energia. Dispositivos devem ter uma autonomia de melhor caso de pelo menos dois anos sem renovação da fonte de energia para passar pela certificação ZigBee. Áreas de aplicação típicas incluem: Entretenimento doméstico e controle - Domótica, iluminação inteligente, controle de temperatura avançada, segurança, filmes e músicas. Redes de Sensores Sem Fio - Começando com sensores individuais como Telosb / Tmote e Iris/Micaz de MEMSIC. Controle industrial, sensoriamento incorporado, coleta de dados médicos, alerta de fumante ou intrusão, automação predial.
Tipos de dispositivos
Existem três tipos diferentes de dispositivos ZigBee: ZigBee coordenador (ZC): O dispositivo mais completo, o coordenador faz a raiz da árvore da rede e pode superar a outras redes. Há exatamente um coordenador ZigBee em cada rede, uma vez que é o dispositivo que iniciou a rede originalmente. Ele é capaz de armazenar informações sobre a rede, inclusive atuando como o Centro de Fidedignidade e repositório de chaves de segurança. ZigBee Router (ZR): Assim como executar uma função do aplicativo, um roteador pode funcionar como um roteador intermediário, transmissão de dados de outros dispositivos. ZigBee dispositivo final (ZED): Contém a funcionalidade apenas o suficiente para falar com o nó pai (ou coordenador ou um roteador), ele não pode transmitir dados de outros dispositivos. Esta relação permite que o nó a ser adormecido uma quantidade significativa do tempo dando assim a vida da bateria longa. Um ZED requer a menor quantidade de memória, e, portanto, pode ser menos caro de fabricar do que um ZR ou ZC.


TCP/IP

O TCP/IP é um conjunto de protocolos de comunicação entre computadores em rede ,(também chamado de pilha de protocolos TCP/IP). Seu nome vem de dois protocolos: o TCP (Transmission Control Protocol - Protocolo de Controle de Transmissão) e o IP (Internet Protocol - Protocolo de Interconexão). O conjunto de protocolos pode ser visto como um modelo de camadas, onde cada camada é responsável por um grupo de tarefas, fornecendo um conjunto de serviços bem definidos para o protocolo da camada superior. As camadas mais altas estão logicamente mais perto do usuário (chamada camada de aplicação) e lidam com dados mais abstratos, confiando em protocolos de camadas mais baixas para tarefas de menor nível de abstração.

HISTÓRIA DO TCP/IP

O TCP/IP foi desenvolvido em 1969 pelo U.S. Departament of Defense Advanced Research Projects Agency, como um recurso para um projeto experimental chamado de ARPANET (Advanced Research Project Agency Network) para preencher a necessidade de comunicação entre uma grande quantidade de sistemas de computadores e várias organizações militares dispersas. O objetivo do projeto era disponibilizar links (vínculos) de comunicação com alta velocidade, utilizando redes de comutação de pacotes. O protocolo deveria ser capaz de identificar e encontrar a melhor rota possível entre dois sites(locais), além de ser capaz de procurar rotas alternativas para chegar ao destino, caso qualquer uma das rotas tivesse sido destruída. O objetivo principal da elaboração de TCP/IP foi na época, encontrar um protocolo que pudesse tentar de todas as formas uma comunicação caso ocorresse uma guerra nuclear.A partir de 1972 o projeto ARPANET começou crescer em uma comunidade internacional e hoje se transformou no que conhecemos como Internet. Em 1983 ficou definido que todos os computadores conectados ao ARPANET passariam a utilizar o TCP/IP. No final dos anos 80 o Fundação nacional de Ciências em Washington, D.C, começou construir o NSFNET, um backbone para um supercomputador que serviria para interconectar diferentes comunidades de pesquisa e também os computadores da ARPANET. Em 1990 o NSFNET se tornou o backbone principal das redes para a Internet, padronizando definitivamente o TCP/IP.


BENEFÍCIOS DO PROTOCOLO TCP/IP

O TCP/IP sempre foi considerado um protocolo bastante pesado, exigindo muita memória e hardware para ser utilizado. Com o desenvolvimento das interfaces gráficas, com a evolução dos processadores e com o esforço dos desenvolvedores de sistemas operacionais em oferecer o TCP/IP para as suas plataformas com performance igual ou às vezes superior aos outros protocolos, o TCP/IP se tornou um protocolo indispensável. Hoje ele é tido como “The Master of the Network” (O Mestre das Redes), pois a maioria das LANs exige a sua utilização para acesso ao mundo externo. O TCP/IP oferece alguns benefícios, dentre eles:
·         Padronização: Um padrão, um protocolo roteável que é o mais completo e aceito protocolo disponível atualmente. Todos os sistemas operacionais modernos oferecem suporte para o TCP/IP e a maioria das grandes redes se baseia em TCP/IP para a maior parte de seu tráfego.
·         Interconectividade: Uma tecnologia para conectar sistemas não similares. Muitos utilitários padrões de conectividade estão disponíveis para acessar e transferir dados entre esses sistemas não similares, incluindo FTP (File Transfer Protocol) e Telnet (TerminalEmulation Protocol).
·         Roteamento: Permite e habilita as tecnologias mais antigas e as novas se conectarem à Internet. Trabalha com protocolos de linha como PPP (Point to Point Protocol) permitindo conexão remota a partir de linha discada ou dedicada. Trabalha como os mecanismos IPCs e interfaces mais utilizados pelos sistemas operacionais, como Windows Sockets e NetBIOS.
·         Protocolo robusto: Escalável, multiplataforma, com estrutura para ser utilizada em sistemas operacionais cliente/servidor, permitindo a utilização de aplicações desse porte entre dois pontos distantes.
·         Internet: É através da suíte de protocolos TCP/IP que obtemos acesso a Internet. As redes locais distribuem servidores de acesso a Internet (proxy servers) e os hosts locais se conectam a estes servidores para obter o acesso a Internet. Este acesso só pode ser conseguido se os computadores estiverem configurados para utilizar TCP/IP

CAMADAS DA PILHA DOS PROTOCOLOS INTERNET
modelo TCP/IP de encapsulamento busca fornecer abstração aos protocolos e serviços para diferentes camadas de uma pilha de estruturas de dados (ou simplesmente pilha).
No caso do modelo inicial do TCP/IP, a pilha possuía quatro camadas:

Camada
Exemplo
4 - Aplicação
(5ª, 6ª e 7ª camada OSI)
HTTP, HTTPS, FTP, DNSRTP
Essa parte contem todos os protocolos para um serviço específico de comunicação de dados em um nível de processo-a-processo (por exemplo: como um web browser deve se comunicar com um servidor da web). [protocolos de routing como 
BGP e RIP, que, por uma variedade de razões, são executados sobre TCP e UDP respectivamente, podem também ser considerados parte da camada de aplicação]
3 - Transporte
(4ª camada OSI)
TCPUDPSCTP
Essa parte controla a comunicação host-a-host. [protocolos como 
OSPF, que é executado sobre IP, podem também ser considerados parte da camada de rede]
2 - Internet
(3ª camada OSI)
Para TCP/IP o protocolo é IPMPLS
Essa parte é responsável pelas conexões entre as redes locais, estabelecendo assim a interconexão. [protocolos requeridos como 
ICMP e IGMP é executado sobre IP, mas podem ainda ser considerados parte da camada de rede; ARP não roda sobre IP]
1 - Rede (Interface com Rede)
(1ª e 2ª camada OSI)
Essa é a parte conhecida como física pois trata-se das tecnologias usadas para as conexões como: EthernetWi-Fi,Modem, etc. No modelo OSI, essa camada também é física, porém, é dividido em duas partes: física e enlace de dados. A física é a parte do hardware e a enlace de dados é a parte lógica do hardware; mac address.

As camadas mais próximas do topo estão logicamente mais perto do usuário, enquanto aquelas mais abaixo estão logicamente mais perto da transmissão física do dado. Cada camada tem um protocolo de camada acima e um protocolo de camada abaixo (exceto as camadas da ponta, obviamente) que podem usar serviços de camadas anteriores ou fornecer um serviço, respectivamente.
Enxergar as camadas como fornecedores ou consumidores de serviço é um método de abstração para isolar protocolos de camadas acima dos pequenos detalhes de transmitir bits através, digamos, de ethernet, e a detecção de colisão enquanto as camadas abaixo evitam ter de conhecer os detalhes de todas as aplicações e seus protocolos.
Essa abstração também permite que camadas de cima forneçam serviços que as camadas de baixo não podem fornecer. Por exemplo, o IP é projetado para não ser confiável e é um protocolobest effort delivery. Isso significa que toda a camada de transporte deve indicar se irá ou não fornecer confiabilidade e em qual nível.
O TCP (Transmission Control Protocol - Protocolo de Controle de Transmissão),é um protocolo orientado a conexões confiável que permite a entrega sem erros de um fluxo de bytes.

O UDP fornece integridade de dados (via um checksum), mas não fornece entrega garantida; já o TCP fornece tanto integridade dos dados quanto garantia de entrega (retransmitindo até que o destinatário receba o pacote).

FIELDBUS

O FIELDBUS é um protocolo desenvolvido para automação de Sistemas de Fabricação, elaborado pela FieldBus Foundation e normalizado pela ISA-The International Society for Measurement and Control. Como pode ser observado da figura anterior, o protocolo Fieldbus visa a interligação de instrumentos e equipamentos, possibilitando o controle e monitoração dos processos. Geralmente é utilizado com os chamados Softwares Supervisórios (SCADA, etc.), que permitem a aquisição e visualização desde dados de sensores até status de equipamentos.
Figura 3.1 – Operação conjunta: Softwares Supervisórios+Fieldbus+Instrumentos.

Níveis de Protocolo
Fieldbus foi desenvolvido baseado no padrão ISO/OI, porém não contém todos os seus níveis. A figura 3.2 faz a comparação entre os dois modelos. Como pode ser visto na figura, o protocolo Fieldbus é dividido em dois níveis principais: Nível Físico (interligação entre os instrumentos e equipamentos) e Nível de Software (tratam das formas de comunicação entre os equipamentos).
Figura 3.2 – Níveis de Protocolo
Níveis de Software
Esse nível é transparente ao usuário, sendo tratado, geralmente, pelo software supervisório. Geralmente é dividido em camadas (Layers), como se segue:
Subnível de Enlace – Data Link Layer
A função deste nível é garantir a transmissão da mensagem, de forma íntegra, ao destinatário correto. Também neste nível é feito um controle de utilização da rede e roteamento de mensagens, definindo quem pode transmitir e quando.
Geralmente há a presença de um Buffer de mensagens, de forma que um produtor coloca sua mensagem nesse Buffer, e as outras estações podem acessar os dados. Tal modo de operação permite um tipo de broadcasting, ou seja, com apenas uma transmissão, todos os destinatários podem receber os dados.
As redes industriais geralmente devem suportar aplicações com tempos críticos, de forma que o Scheduler coordena o tempo de cada transação, bem como obedece a ordens de prioridade para cada emissor/receptor de mensagens.
Subnível de Aplicação – Application Layer
Neste nível é definida a sintaxe das mensagens, bem como o modo de transmissão de cada mensagem (cíclica, imediata, apenas uma vez, ou somente quando requisitada). Este nível também faz o monitoramento contínuo do barramento, de maneira a detectar falhas, adição de novos elementos ou ainda a remoção de outros. Essas atividades são necessárias devido à criticidade das operações.
Subnível do Usuário – User Layer
Define a maneira pela qual pode ser feito o acesso a informações dentro de equipamentos
Fieldbus, e de que maneira pode-se distribuir as informações para outros instrumentos da rede.
Há um certo padrão de arquitetura para os equipamentos fieldbus, constituído por blocos funcionais. Esses blocos executam as funções inerentes a cada processo, e tarefas fundamentais, como: aquisição de dados, controle (PID, principalmente), atuação, cálculos, etc.
Nível Físico
O Nível Físico constitui-se dos padrões de ligações, fios, cabos, características elétricas, etc, necessários à formação de uma Rede FieldBus.
A norma que especifica esses padrões é a ANSI/ISA-S50.02 – “Fieldbus Standard for Use in
Industrial Control Systems Part 2 : Physical Layer Specification and Service Definition”. Alguns itens da especificação destacam-se pela sua importância, dentre eles:
• Transmissão de dados apenas de forma digital – oferece a vantagem da ausência de conversores AD/DA, o que possibilita maior confiabilidade dos dados; por outro lado, limita a variabilidade dos dados transmitidos;
• Comunicação Bi-direcional;
• Utilização do Código Manchester;
• Modulação de Voltagem;
• Velocidades de transmissão de 31,25kbps e 100 Mbps;
• Transmissão com ou sem energização.
As duas velocidades determinadas são específicas para cada nível de aparelhagem. No nível de instrumentos, a velocidade é de 31,25kbps, já no nível mais alto, é utilizada a velocidade de 100Mbps.
Algumas especificações quanto ao funcionamento crítico e tolerância a falhas da rede também são determinadas pela norma:
• Uma rede Fieldbus deve continuar operando durante a conexão/desconexão de qualquer instrumento na mesma;
• Na ocorrência de falhas em elementos de transmissão, a comunicação não deve ser prejudicada por mais de 1ms;
• Recomenda-se a utilização de meios físicos redundantes.
A alimentação dos equipamentos presentes na rede pode ser feita de duas maneiras, via condutores de sinal, onde o cabo de sinal fornece a energia necessária ao equipamentos; ou via condutores separados, onde o cabo de sinal transporta apenas dados, e uma rede separada energiza os equipamentos.
A alimentação utilizando redes separadas é a mais comum, pois evita a presença de ruídos na redes, oriundos de sobrecargas de alimentação dos equipamento.
Vantagens do Fieldbus
Diversos benefícios são advindos da utilização de redes Fieldbus, os mais importantes são listados a seguir.
Benefícios Econômicos
As características dos sistemas Fieldbus permitem baixos custos de implantação e manutenção, bem como a fácil expansão da rede (Figura 3.3). Também não é muito difícil a implementação de um sistema Fieldbus em um sistema de automação já implantado, visto que seriam necessárias apenas placas de interface e conversores AD/DA.
Figura 3.3 – Implantação de novas malhas
Benefícios de Performance
Vantagens de customização e de obtenção de informações de mais baixo nível (Figura 3.4), devido à utilização de sistemas abertos; Instrumentação de ponta, no caso de redes novas; transmissão apenas de forma digital; redundância na rede, etc.
Figura 3.4 – Nível de informação obtida em sistemas com e sem Fieldbus.
Projeto de Sistemas Fieldbus
Algumas considerações básicas devem ser feitas quando da construção de projetos
Fieldbus. Aspectos como distâncias entre equipamentos, número de equipamentos a serem ligados, previsões de expansão, fontes de alimentação, topologia, segurança e redundância devem ser levados em conta, visto que mesmo pequenas falhas, em aplicações críticas, podem levar a sérios prejuízos.
Topologias de Rede
Geralmente são utilizadas 4 topologias básicas em sistemas Fieldbus:
1. Barramento: constitue-se de um barramento único onde os equipamentos são ligados de forma direta, ou indireta (via barramentos secundários). 2. Ponto a Ponto: os equipamentos são todos ligados em série. Neste caso é obrigatória a redundância de conexões, de forma a garantir que a remoção/inserção de um equipamento não venha a interromper a comunicação. 3. Árvore: alguns equipamentos denominados Concentradores conectam diversos equipamentos,e interligam-se com outros Concentradores. Esta topologia também é conhecida como “Pé de Galinha”. 4. End-to-end: utilizada quando da conexão direta de apenas dois equipamentos.
Há também a possibilidade de utilizar-se topologias mistas, que baseiam-se na utilização das topologias acima de forma misturada, por motivos diversos, tais como: segurança, otimização, espaçamentos, configuração, etc (Figura 3.5). 
Figura 3.5 – Topologias Fieldbus possíveis: End-to-End; Barramento; Ponto-a-Ponto; Árvore (Pé-de-Galinha).
Um projeto Fieldbus deve levar em consideração o tempo de resposta da rede a determinadas entradas, de forma a não comprometer a dinâmica do sistema. Detalhes como atrasos, interrupções e gargalos devem ser meticulosamente analisados para garantir-se a confiabilidade do sistema.
Normas de Segurança
Ambientes fabris são geralmente hostis e perigosos, com a presença de materiais inflamáveis, gases, produtos químicos, etc, também chamados Áreas Classificadas. Ao elaborar-se projetos para ambientes desse tipo, qualquer projeto que seja, normas de segurança devem ser seguidas rigorosamente, de modo a evitarem-se riscos a pessoas e equipamentos.
As normas que regem os sistemas Fieldbus não fogem à regra, e também determinam algumas características para garantir a segurança do sistema. A classificação das áreas é baseada no tipo de substâncias presentes, e as normas de segurança regem especificações de blindagem, vedação, tipos de instrumentos, faiscamento e auto-extinção de chamas.

HISTÓRICO DO FIELDBUS

Na década de 40, os processos de instrumentação utilizavam sinais de pressão da ordem de 3 a 15 psi para o monitoramento de dispositivos de controle. Já na década de 60, foi introduzida a utilização de um padrão com sinal de 4 a 20 mA para instrumentação. Apesar desse padrão, muitos níveis de sinais, que não atendiam a especificação, foram utilizados para representar a saída de diversos dispositivos. A transição dos sinais pneumáticos para elétricos trouxe muitas vantagens aos sistemas industriais, tais como: redução de ruído, maior facilidade de implantação e manutenção, aumento da confiabilidade, etc.
O desenvolvimento de processadores digitais na década de 70 deu início ao uso de computadores para monitorar e controlar uma série de instrumentos a partir de um ponto central. A natureza específica das tarefas a serem controladas já apontava para a necessidade de que os instrumentos e os métodos de controle seguissem uma padronização.
Na década de 80 os sensores inteligentes começaram a ser desenvolvidos e utilizados em sistemas microcontrolados, que aliavam confiabilidade e rapidez, ao baixo custo.
Esta tendência gerou um movimento nos fóruns internacionais, ISA, (Instrument Society of America), IEC (International Electrotechnical Commission), Profibus (German national standard) e FIP (French national standard), para formar o comitê IEC/ISA SP50 Fieldbus, cujo objetivo seria a criação e especificação de normas e padrões para instrumentação.
O padrão a ser desenvolvido deveria integrar os diferentes tipos de instrumentos de controle, proporcionando uma interface para a operação de diversos dispositivos simultaneamente e um conjunto de protocolos de comunicação para todos eles. Devido a diversidade de produtos e métodos de implementação, o processo de padronização se tornou lento, não permitindo uma solução direta e simples para ser padronizada. Em 1992, dois grandes grupos lideravam o mercado para soluções de interligação de instrumentos de campo:
• ISP (Interoperable Systems Project); • WorldFIP (Factory Instrumentation Protocol);
Ambas possuíam diferentes visões de implementação das redes fieldbus, mas garantiam que iriam alterar seus produtos assim que a norma SP50 estivesse formalizada
Em setembro de 1994, WorldFIP e ISP, juntaram-se criando a Fieldbus Foundation, com o objetivo de acelerar o processo de normalização das redes fieldbus . 
Durante diversos anos companhias ao redor do mundo engajaram-se em testar o padrão
Fieldbus em pequenas plantas em funcionamento. O objetivo desta companhias era testar a aplicabilidade do Fieldbus em suas plantas. Esta foi a melhor maneira de visualizar a escala de aplicação do Fieldbus .
A busca pela padronização internacional das redes Fieldbus originou uma guerra mundial para a busca de um padrão. Como tal decisão estava longe de ser alcançada o comitê SP50 decidiu padronizar em apenas 4 níveis a rede Fieldbus.
Atualmente, diversas indústrias já adotam as redes Fieldbus, seja adaptando plantas já existentes, ou mesmo projetando novas plantas inteiramente interligadas segundo os padrões. Muitas pesquisas têm sido feitas no sentido de melhorar ainda mais o padrão, de forma que as discussões estão longe de um fim.